Eu me lembro dos seus gritos desesperados, das suas mãos trêmulas, dos olhos encharcados e frios — e meus. Ainda sinto seus braços a me tomar, fazendo-o como se fosse a única coisa que essa dolorosa vida tem a oferecer como recompensa. Não acredito que esta teoria esteja errada — pelo contrário, está totalmente certa. Na verdade tudo sobre sua essência é certo. Certo como um cobertor em uma noite fria; como o calor dos nossos lábios no meio da mais tempestuosa chuva; como um ombro amigo em meio às lágrimas; como meu pronome pessoal favorito que tornou-se muito pessoal e singular, mesmo estando no plural — nós.